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História

A União de Freguesias Sebal Belide foi criada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, agregando as antigas freguesias de Sebal e de Belide.
É uma das 7 freguesias que constituem o concelho de Condeixa-a-nova, ficando a cerca de três quilómetros da sua sede concelhia e cerca de dezasseis quilómetros da cidade de Coimbra.

Freguesia do Sebal

Detentora de uma área de 12,20 quilómetros quadrados, confina a norte, com a freguesia de Anobra, a Sul, com a Ega, a Este com Condeixa-a-Nova e com o concelho de Coimbra e, finalmente, a Oeste com a freguesia de Belide e o concelho de Montemor-o-Velho. São vários os lugares que a constituem e que se apresentam sob os nomes de Sebal, Venda da Luísa, Sebal Pequeno, Rapoila, Palhagões, Ribeira, Fornos de Castel, Casal da Estrada, Cartaxa, Casal do Espírito Santo, Ródão, Moinho da Palha, Avenal, Sobreiro e Casal do Paraíso. O Orago da freguesia é São Pedro.
Pensa-se que a ocupação da actual freguesia de Sebal remonta ao período da civilização romana, tendo sido encontrados na sua área vários vestígios daquela época, nomeadamente uma construção acastelada que teria a função de vigia e várias moedas.
Em 1149 surge a primeira referência a Sebal, sendo em 1240 já referida como paróquia. Faz-se menção ao seu julgado num documento de 1514, sendo o seu juiz de novo citado em 1647. Em 1649 o lugar já é referido como sendo um concelho de pequenas dimensões que acabou por ser extinto no século XIX.
A freguesia de Sebal foi um das grandes vítimas da Invasão Francesa, tendo-se perdido muitas vidas e fazendas.
Como curiosidade refira-se que Sebal foi dos primeiros lugares a criar a sua Casa do Povo, a 7 de Maio de 1934.
A grafia do topónimo desta freguesia sofreu várias alterações ao longo dos séculos, apresentando as seguintes: “Senabal” (em 1149), “Sinapalis” e “ “Sinapale” (em documentos dos séculos XII e XIII), “Senabal”, “Seabal” e “Seball” (no “Catálogo de Todas as Igrejas e Comendas”).
Quanto à sua origem, na obra “Toponímia de Coimbra e Arredores” surge a indicação de que o seu topónimo derivará de “sinapi”, o nome latino da mostardeira, que facilmente resultou em Sebal (mostardal), que significa sítio onde crescem mostardeiras. No entanto, há também uma lenda relacionada com a etimologia do nome da freguesia. Segundo a lenda, relacionada com a Igreja Matriz, esta foi construída pelos mouros numa só noite. Este facto levou a que a sua torre ficasse virada para nascente, ao contrário de todas as outras, cuja torre se encontrava virada para Sul, do lado oposto ao altar-mor. Um belo dia, apareceu um Bispo que fez o seguinte comentário:
- Esta vale uma Sé!
Ao que recebeu resposta imediata:
-Ai! Se val!
E foi assim que, com o decorrer dos tempos, a freguesia se passou a denominar Sebal.

Freguesia de Belide

A toponímia de Belide surge em torno das expressões romana Villa Bellite e germânica Belildus.
Apesar de não se saber ao certo a data do primeiro povoado, conclui-se que é anterior à fundação da nacionalidade, comprovam-no a existência de uma Ponte Romana como testemunho histórico da antiguidade da presença do homem por terras desta freguesia, assim como, a proximidade com a civitas de Conímbriga e a descoberta do Vaso Neolítico de Casével, datado do IV milénio a.C.
Belide surge historicamente documentada a partir de 1221, administrada pelo Cistercienses de Santa Maria do Seiça, aos quais pertencia.
Em 1517, D. Manuel I, concedeu-lhe carta de privilégio régio, constituindo-a Reguengo de Montemor-o-Velho, de Belide eram senhores os Condes da Atouguia.
Em 1758, integrada na Comarca de Montemor, dela era donatária a Casa de Aveiro, D. José de Mascarenhas e Lencastre foi o último Duque da Casa, por ter sido acusado de conspiração na morte do Rei, foram-lhe retirados todos os títulos, confiscados os seus bens, foi então extinto o ducado, assim como os títulos de Viscondes de Belide, D. Tereza Cezaltina de Azevedo Amado da Costa e Vasconcelos foi a última Viscondessa de Belide.
Com a queda da monarquia e implementação da República, a reforma geográfica nacional, integra Belide, como freguesia no concelho de Condeixa, ao abrigo do decreto de 9 de Julho de 1927.
Do seu património arquitectónico destaca-se a Igreja de Nossa Senhora da Saúde (séc. XVI), o Cruzeiro do séc. XVII, O Solar dos Azevedos e o Palacete dos Pereira Coutinho, com filetes de bastardia do séc. XVIII, a Capela de Nossa Senhora da Conceição (séc. XIX), assim como diversas casas particulares que mantêm ainda a fachada típica do quotidiano de outros tempos.